Após os últimos acontecimentos e o pronunciamento do governo norte-americano afirmando que o ex-presidente iraquiano Saddan Hussein foi declarado prisioneiro de guerra, acho muito pertinente à retomada da discussão sobre a hegemonia norte-americana e seus posicionamentos unilaterais diante do mundo.

Medidas como a não ratificação do tratado de Kioto, o embargo econômico cubano, restrições ao seu mercado interno por produtos estrangeiro e o constrangimento que cidadãos de diversas nações, inclusive brasileiros, tem passado em território americano; entre outras medidas, tem criado um certo mal estar nas relações internacionais com a terra do Tio Sam.

É impossível não se falar nas medidas antiterrorismo adotadas após o “11 de setembro”, que marginaliza qualquer pessoa de origem árabe, e na “Guerra-Preventiva”.

É fato que o Tio Sam nunca foi um bom camarada, e podíamos enumerar diversos acontecimentos históricos que justificariam a onda antiamericana que cresce a cada dia.

Mas gostaria de me prender as últimas Guerras inventadas pela terra da Mulher Maravilha e do Capitão América.

Para começar o termo “guerra” diz o dicionário Houaiss: “Luta armada entre nações; combate; disputa acirrada”. No meu entender uma “disputa acirrada” pressupõe um equilíbrio de forças. Será que o Afeganistão tem um poderio bélico tão grande como o americano. Qual a ameaça eminente que o Afeganistão oferecia ao EUA? Terrorismo? E a soberania do Afeganistão? É essa a melhor forma de se resolver contendas entre países?

A “Guerra” contra o Iraque segue o mesmo raciocínio. Mesmo com todos os seus problemas internos e tendo um ditador o Iraque tem o direito de escolher seu próprio destino, ou alguém acredita que um país totalmente dividido por diversas etnias, de um dia para o outro irá estabelecer e manutenir uma democracia “Made in USA”.

Na realidade, a meu ver, estamos não diante de uma Guerra, mas sim de uma Invasão. Segundo o dicionário Houaiss, invasão é: “Ocupação feita à força”.

Ao defender seus interesses nenhuma nação tem o direito de utilizar a força contra seu opositor. A Guerra é uma medida extrema, última opção a ser adotada por qualquer país. É claro que as alegações que motivaram a invasão americana já caíram todos por terra, e imaginamos bem as verdadeiras pretensões americanas.

Por que os bondosos americanos ao depor o presidente iraquiano, como se alguém tivesse pedido, estão agora exigindo as indenizações de guerra imputadas ao país derrotado? E as licitações para a reconstrução do país?

Qualquer país que possuísse um poder como o americano, com certeza iria utilizar seu poder para manter sua hegemonia, porém a forma como o EUA conduz sua política internacional, é lamentável.

A posição dominante exercida por este país diante do mundo, não exige medidas tão rústicas. A força deveria dar lugar ao diálogo e a diplomacia. Nenhum tipo de radicalismo é bem aceito por qualquer sociedade.

Este é um assunto bem extenso e que envolve diversas opiniões.

Gostaria que todos colaborassem com suas proposições, opiniões e informações. Este é um tema que tem provocado grandes tragédias pelo mundo. Opiniões radicais normalmente não surtem um efeito benéfico, mas mesmo assim gostaria da colaboração de todos para a formação de idéias concisas e salutares.